Cúrcuma x Açafrão

Na receita de Cuscuz Vegan Caliente, postada essa semana, usei como ingrediente a cúrcuma, e foi então que algumas dúvidas surgiram. Afinal, o que é cúrcuma? Onde eu encontro isso??? Calma, que eu te explico. A cúrcuma está mais próxima de você, do que imagina.

Eu também já tive essa dúvida e, na verdade, quem resolveu este enigma foi o Masterchef Australia. A cúcurma (em inglês, turmeric) é o que nós, no Brasil, chamamos de açafrão. Também conhecida como açafrão-da-terra, a cúrcuma é um ingrediente de cor amarelada e sabor característico, proveniente da culinária asiática, muito usado na culinária brasileira.

Mas tia Stéfanie, se a cúrcuma é o açafrão, o que então é o açafrão?

O verdadeiro açafrão (saffron, em inglês) é, na verdade, a especiaria mais cara do mundo. Por esta razão jamais poderia ser comprada naquele barris, na feira, aos quilos. O açafrão nada mais é do que o pistilo de uma flor, e são necessários, TIPOASSIM, cerca de 100 mil quilos dessa flor para produzir um quilo de açafrão. Um grama da especiaria, na promoção, custa em torno de 5 doletas. Ou seja, to vendendo meu rim no mercado negro para comprar açafrão, interessados, inbox.

Reza a lenda ainda que, para dificultar o processo da “parada”, o açafrão só pode ser retirado a noite. Pra aumentar o mito envolvendo o açafrão, dizem que, em grandes quantidades (20 gramas) o açafrão pode causar a morte e 10 gramas dele tem propriedades abortivas.

Com esse preço, se eu ingerir um grama já estou super feliz da vida, me sentindo DYVA, RYCA E PHYNA. E como o açafrão deve ser “dissolvido” em água antes de ser usado, um grama é mais do que suficiente para qualquer prato a ser preparado. Além do mais, o açafrão não é para temperar aquela coxinha que você resolveu fazer pro lanche das crianças (a não ser que você seja o filho do Eike, neam). Um condimento especial (e caro pra chuchu) deve ser usado de forma digna. Show a little respect.

Cúrcuma (açafrão de pobre)

Cúrcuma (açafrão de pobre)

Açafrão de rycoh

Açafrão de rycoh

Update: Segundo minha tia, (beijo, tia!) a cúrcuma possui uma substância (curcumina) que atua como antibiótico natural. Achei essa reportagem aqui que diz que, além de anti-inflamatória e antioxidante, a curcumina ainda é aliada na luta contra os quilinhos a mais. Ou seja, É POBRE MAS É LIMPINHA!

Anúncios

Salada Tropical

DSC_0847

 

SaladzZzzZzZzZzZZzZzZzZzZZzZZZzZZZZzzzzzz. É esta a sensação que muita gente tem quando ouve a palavra – e eu não vos culpo. A grande verdade é que ninguém aguenta alface, tomate, beterraba ralada e cebola todos os dias, nem mesmo quem ama saladas. Aqui, o segredo é criatividade.

Eu sou a tarada das saladas, confesso. Todo dia rola uma aqui em casa, por dieta, mas por gosto também. Tudo bem que eu costumo fazer a minha saladinha com o que tenho em casa, mas todo fim-de-semana eu compro os ingredientes que vou usar durante a semana, e tento não repeti-los na semana seguinte. Ok, alguns ingredientes são ABSOLUTOS E NECESSÁRIOS, mas eles não precisam ser sempre combinados com as mesmas coisas, né?

Esse prato foi elaborado com ingredientes comuns. Nada absurdo, nada fora do comum. Nada muito-caro-meu-deus-vou-falir.

Vou chamar essa salada de “Salada Tropical” por motivos de: não tenho nome melhor pra dar. Agora, o que realmente interessa.

 

Dificuldade: 1, nível “até uma criança de dois anos faz”

Tempo de preparo: 5 minut… ué, já acabou?

Serve: 1 pedreiro, no caso, a pedreira aqui.

 

Ingredientes

100 g de milho verde enlatado

3 tomates cereja cortados em quatro

1/2 cebola roxa pequena (que é bem menos ácida que a normal)

1/2 cenoura média ralada

salsinha picada

sementes de sésamo para decorar

 

Molho Italian à Stéfanie (hahahahaha)

3 colheres de sopa de azeite

1 colher de sopa de vinagre balsâmico

1 pitada de sal

pimenta do reino a gosto

 

Modo de Fazer

Salada: pica tudo e coloca num prato.

Molho: mistura tudo e coloca na salada.

#Cabô.

 

DSC_0850

DSC_0851

DSC_0852

Bolo de Chocolate sem farinha

DSC_0852

Hoje, 26 de março, é o dia do cacau, e nada mais justo do que homenagear esse grande amigo que sempre me atende quando eu mais preciso. Tudo bem que aqui em casa todo dia é o dia dele ALOKA.

Vinho em homenagem ao dia do cacau. SOU DESSAS.

Tirei esta receito do livro Baking Recipe Collection, da cadeia de supermercados Sainsbury, da Inglaterra. Um dos melhores livros de confeitaria que eu tenho! Não que eu tenha muitos, mas amo/sou este livro.

Este bolo não é um bolo de chocolate comum, pois não leva farinha de trigo. E, além de tudo, é uma bomba de calorias, mas né, hoje é dia de comemorar, hoje pode.

Dificuldade: 3, nível marromenu

Tempo de Preparo: 45 minutos

Serve: um monte, só chegar

Ingredientes

200 g de chocolate amargo em barra

200 g de manteiga, de preferência sem sal

1 colher de chá de essência de baunilha

5 ovos médios, claras e gemas separadas

150 g de açúcar

100 g de farinha de amêndoas (ou amêndoas torradinhas e trituradas)

50 g de cocoa powder, que é tipo o chocolate do padre, não pode ser achocolatado

açúcar de confeiteiro para polvilhar por cima

Modo de Fazer

Pré-aqueça o forno a 180º e unte uma forma de 25 cm de diâmetro com manteiga e farinha de trigo.

Em banho-maria, ou pras pessoas modernas microondas, derreta o chocolate com a manteiga. Quando tudo estiver derretido, acrescente a essência de baunilha. Reserve.

Bata as gemas com 50 gramas de açúcar até que a mistura esteja bem clara. Acrescente esta mistura ao chocolate derretido. Acrescente as amêndoas e o chocolate em pó.

Bata as claras em neve e acrescente gradualmente o restante do açúcar (100 gramas) nas claras. Pegue 1/3 das claras e misture bem ao chocolate, depois acrescente gentilmente os 2/3 da clara em neve restante, sem bater muito, para não tirar a “fofura” das claras.

Coloque na forma e leve ao forno por aproximadamente 25 minutos. No livro diz por 30 a 35 minutos de forno, mas no meu levou apenas 25. Deixe o bolo esfriar e polvilhe o açúcar de confeiteiro por cima.

DSC_0845

IMG_20130326_214254

Foto do instagram.

ATENÇÃO: Por mais que eu não queira estragar a brincadeira, tenho que avisá-los: só de olhar pra esse bolo, você já engordou. Se o bolo for dividido em 12 pedaços, cada fatia terá a singela quantidade de 372 kcal. Eu sei, fiz maldade.

sorry gif

Update: Uma leitora me avisou que untar com farinha de trigo é o mesmo que usar farinha de trigo, que realmente eu não sabia. Quem quiser, pode untar com chocolate em pó ou com a farinha de amêndoa, dá na mesma.

Cuscuz Vegan Caliente

Como assim, tia Stéfanie? Montou um blog de culinária pra postar fast food??? Caaaaalma, jovem Padawan, eu explico. Na verdade, esta é minha carta na manga para aqueles dias em que estou com preguiça  pouco tempo de cozinhar e preciso fazer almoço com comida de verdade em dez, quinze minutos no máximo. Da necessidade quase diária de uma comida rápida, prática e saborosa nasceu meu amor incondicional pelo cuscuz marroquino.

DSC_0851

Proveniente da cozinha marroquina (juuuuuuuuuuuuuuuuuuuuuura???), este ingrediente está presente em todo o norte da África e permite INFINITAS combinações, uma das quais, a minha, a sua, a nossa Vegan Caliente, que ainda por cima é light. Afinal, comida sem carne e light pode ser sim muito saborosa. A concepção de que comida vegan é sem graça está muito ultrapassada, e este post vem dar uma ideia de um prato gostoso, com ~SUSTANÇA~ e sem nenhum tipo de proteína animal.

Usei os ingredientes que tinha na geladeira, que na verdade é o que eu geralmente faço (alô Gordon, quero ver cozinhar bem em final de mês, antes de receber o salário!). Sintam-se à vontade para mudar os ingredientes, o principal aqui é a ideia, e não a receita em si.

O “caliente” da receita vem dos quilos de pimenta que coloquei, porque sim, eu adoro pimenta, muuuuuita pimenta.

Dificuldade: 2, nível mamão com açúcar

Tempo de Preparo: 15 minutos

Serve: 2 pedreiros

Ingredientes

1 xícara de cuscuz marroquino

700 ml de água

sal a gosto

pimenta do reino a gosto

2 folhas de louro

azeite

1 cebola picada em cubos (eu adoro cebola, por isso sempre coloco muita, mas caso você não seja muito “chegado”, coloque apenas meia)

dois dentes de alho

1/2 meia colher de sobremesa de cúcurma (que é o nosso famoso açafrão da terra)

1/2 abobrinha picada em rodelas partidas ao meio

1 cenoura média ralada

1 colher de sopa de molho inglês

2 colheres de sopa de feijão branco cozido

muito molho de pimenta Tabasco, a gosto

Modo de Fazer

Em uma panela coloque a água para ferver, acrescente uma pitada de sal, as folhas de louro e pimenta do reino. Quando estiver fervendo, desligue o fogo e acrescente o cuscuz. Deixe-o hidratando na água por cinco minutos, escorra a água e reserve. O cuscuz vai triplicar de tamanho neste momento, por isso uma xícara é uma quantidade mais do que suficiente para pessoas que comam bem.

Em uma panela ou frigideira, refogue cebola e alho no azeite. Antes da cebola chegar ao estágio de transparência, acrescente a abobrinha e a cenoura e refogue tudo junto. Caso não goste de cenoura, mude para pimentão/ tomate/ whatever. O importante é usar os ingredientes que você gosta (mas foi assim que eu fiz meu marido, que ODEIA DE CORPO E ALMA abobrinha, comê-la sem problema).

Quando os legumes estiverem al dente, coloque o molho inglês para dar uma “molhada” e acrescente o cuscuz, misturando tudo muito bem. Tempere com a cúrcuma, um pouco mais de pimenta-do-reino, acerte o sal e desligue o fogo. Coloque o feijão branco já cozido (lentilha e grão-de-bico também vão muito bem com essa combinação), e o molho de pimenta a gosto.

Finalize com uma colher de sopa de azeite (eu tinha dito que esse prato era light? é.. mais ou menos) e sirva a seguir.

Alguns ingredientes que adoro colocar no cuscuz são: milho, ervilha, tomate, pimentão vermelho, soja, grãos.

DSC_0849 DSC_0857

DSC_0855

Spaghetti à Carbonara

Spaghetti a Carbonara

Vou inaugurar a coluna de receitas do blog com um prato que já nasceu vencedor: bacon + molho branco + pasta, tudo junto e misturado = AMOR ETERNO, AMOR VERDADEIRO.

Acho que nunca conheci alguém que não gostasse de pasta. Sério, quem não gosta de macarrão, gosta de quê? É quase como não gostar da vida! E para que curte cozinhar, fazer pasta é ter a certeza de oferecer um prato que agrada a gregos e troianos, ou seja, uma verdadeira mão-na-roda naqueles jantares em que não queremos errar.

A não ser que você seja vegetariano ou judeu, o Spaghetti à Carbonara é uma boa pedida. Saboroso, fácil e  rápido de ser feito, o mais demorado será cozer a massa. Sério, não estou brincando.

Não fui à academia no sábado e comi um prato digno de pedreiro, mas quer saber qual foi minha sensação ao final?

gif joey

#Joeyfeelings

Agora vamos ao que interessa.

Dificuldade: 2

Tempo de preparo: 15 minutos

Serve: 2 pessoas (que comem estilo Joey Tribbiani)

Ingredientes:

500 g de spaghetti (eu prefiro o tipo mais grossinho)

200 g de bacon cortado em cubos

2 colheres de sopa de farinha de trigo

200 ml de leite, aproximadamente, mas a quantidade pode variar muito

duas gemas

sal a gosto

pimenta do reino a gosto

uma pitada de noz moscada ralada na hora

parmesão ralado na hora

Modo de Preparo:

Antes de mais nada, aqueça uma panela com aproximadamente 3 litros de água, uma pitada de sal e um fio de óleo. Quando a água estiver fervendo pra valer, coloque o macarrão e deixe-o cozendo mais ou menos pelo tempo indicado no pacote, mas prove-o para ver se ele está al dente, pois o tempo do pacote pode deixar a massa cozida demais, e ninguém curte um purê de macarrão, neam.

Em uma frigideira ou panela grande, coloque o bacon e uma pitada de pimenta do reino. Leve a panela ao fogo baixo e deixe o bacon soltar a gordura e ficar douradinho. A razão pelo qual não se deve colocar o bacon na panela já bem quente é porque isto fará com que o bacon seja “selado”, ou seja, ele levará um baita choque e a gordura ao invés de derreter ficará durinha.

Quando o bacon estiver douradinho, retire-o da panela com uma escumadeira, deixando a gordura. Nesta gordura do próprio bacon, com o fogo ainda baixo, acrescente duas colheres de sopa de farinha de trigo e mexa bem. Esta mistura formará uma espécie de massa, então AOS POUCOS, acrescente o leite para dissolvê-la, e vá mexendo. A quantidade do leite varia muito, por isso, vá vendo o ponto do molho de acordo com o gosto do freguês. Eu, particularmente, gosto do molho com uma consistência ainda grossa, a ponto de incorporar a massa, mas não a ponto de ela endurecer quando fria. Para isto, eu acrescento ao final  aproximadamente duas conchas da água do cozimento do macarrão no molho, mas isto é opcional.

Após adquirir a consistência desejada, junte as gemas e incorpore bem todos os ingredientes. Junte novamente o bacon, acrescente noz moscada, mais uma pitada de pimenta do reino e sal, caso necessário. Tome cuidado com o sal, pois bacon por si só já é bem salgadinho – eu nem precisei acrescentar. Ou então você correrá o risco das pessoas comerem com um copo de água ao lado, O QUE NÃO É LEGAL.

Escorra a massa e acrescente-a no molho já pronto, mexendo bem para incorporar os dois. Polvilhe queijo parmesão ralado na hora por cima e sirva imediatamente.

IMG_20130323_132401Pecado em forma de prato.