Dia Mundial da Alimentação e o Urgente Combate ao Desperdício

keep calm e não desperdice

Hoje tive a oportunidade de participar de um Fórum muito importante organizado pela FAO (Food and Agriculture Organization of the United Nations) em parceria com entidades privadas, públicas e a Fundação Calouste Gulbenkian. Dentre tantas informações que pude extrair durante diversos painéis e mesas redondas, uma das mais relevantes é algo que já temos falado por aqui: a extrema importância do combate ao desperdício.

O desperdício é hoje alarmante. Em números, 1/3 de toda a produção alimentar mundial é desperdiçada todos os anos e 1/8 da população mundial (cerca de 805 milhões de pessoas) passa fome. Muitas medidas tem sido feitas, mas muitas tem que ser viabilizadas e por esta razão encontros como o de hoje são tão importantes. E mais importante: cerca de 45% do desperdício acontece no nível do consumo. Isso significa dizer que eu e você que vamos ao supermercado e compramos aliementos que não serão usados e vão para o lixo somos os responsáveis diretos por tanta comida jogada fora. A responsabilidade não é só dos governos, das empresas, das cooperativas, das ONGs. A maior responsabilidade é MINHA E SUA.

Se toda a comida que hoje é desperdiçada atingisse os pratos das pessoas que necessitam, a fome seria erradicada no mundo.

Triste saber que eu e você temos tanta culpa, não? Mas o bom disso é que nós não precisamos esperar por ninguém para mudar. Podemos começar a partir de agora, consumindo consciente, comprando apenas o necessário, fazendo uma melhor gestão das nossas compras, sem esperar por ninguém. A mudança começa agora, basta você dar o primeiro passo. Não sabe como ser mais sustentável? Clique nesses links aqui e aqui que você começa a ter uma ideia de por onde pode começar. A revolução que pode acabar com a fome no mundo somos eu e você.

lugar de comida é no prato

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10 Dicas de Como ser mais Sustentável na Cozinha

Ontem saiu uma matéria muito, mas muito séria, que me deixou extremamente preocupada. A emissão de gás carbônico na atmosfera foi recorde: 36 bilhões de toneladas. Sim, você leu direito. 36-BILHÕES-DE TONELADAS.

Gente, sério, isso é muita coisa. Os efeitos disso são devastadores e sinceramente começo a ter medo do futuro, pois estamos vivendo como se tivéssemos um outro planeta pra ir. Não, nós não temos outro e sim, nós precisamos fazer alguma coisa AGORA.

Mas comecei a pensar que, na nossa cabecinha ingênua, dependemos tanto dos políticos, dos governos, das ONGs, sem pensar que podemos fazer coisas simples, no nosso dia-a-dia, que ajudem a diminuir as emissões de gases de efeito estufa, afinal, esperar sentada não ajuda em nada, não é? Eu tenho que fazer alguma coisa!

Foi então que, embalada pela Cúpula do Clima que acontece em Nova York hoje, vou fazer a minha própria cúpula nas internê (quem mandou ser lisa). Vou listar 10 dicas práticas e eficazes para reciclar, reaproveitar e reutilizar, que por conseguinte ajudam na diminuição dos gases. Não pretendo aqui mudar o mundo, mas se eu já mudar o meu mundo, já é alguma coisa, não?

 

  1. Troque saquinhos descartáveis por Zip Locks ou Tupperwares (não precisa necessariamente ser destas marcas, pelamordi)

 

Como ser mais Sustentável na Cozinha

Estes produtos são uma verdadeira mão na roda e, apesar de serem feitos de plástico, tem uma vida útil muito longa. Fora isso, você não gasta saquinhos que depois de usados vão direto para o lixo. O negócio é lavou, tá novo!

2. Troque papel manteiga por folhas de cozinha

Como ser mais Sustentável na Cozinha

Gente, eu comprei a minha numa loja por € 1,50 e não me arrependo! Eu uso muitooooooooo e ela ainda tá super inteira. Além de não ter que colocar um pingo de óleo, eu evito de gastar rios de papel manteiga toda vez que vou ou óleo toda vez que vou assar algo. Vale muito, muito a pena. E por falar em assar…

      3. Asse vários alimentos de uma vez

Como ser mais Sustentável na Cozinha

Já que vai assar (e gastar gás ou eletricidade) use o forno inteiro. Vai assar um frango, asse legumes logo para o almoço do dia seguinte. Use todo o espaço que puder e não somente um espaço pequeno para um forno enorme – nestes casos, adquirir um forninho é um investimento, uma vez que o forno menor gasta menos. (Eu não tenho um forninho, mas sou louca para ter, acho que eles economizam pra caramba)

     4. Quando for comprar produtos, dê preferência pelos que tem embalagens de vidro

Como ser mais Sustentável na Cozinha

Vidro é 100% reciclável e infinitamente reutilizável, você mesma pode transformar os potes que iriam para o lixo em armazenadores de comida na despensa! Eu mesma uso vários e acho que ficam um charme! E por falar em embalagem, evite aquelas que tem saco dentro de saco dentro de saco. Quanto menos embalagens, melhor!

5. Não jogue óleo de cozinha na pia

Como ser mais Sustentável na Cozinha

Imagem daqui

O óleo de cozinha é extremamente poluidor. Todo óleo que não for mais ser utilizado deve ser armazenado em recipiente e depositado em local que possa cuidar da sua reciclagem.

      6. Ao cozinhar, tampe as panelas

Como ser mais Sustentável na Cozinha

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Ao tampar a panela, o vapor ajudará os alimentos a cozinharem muito mais rápido. Assim, você gastará menos gás e, consequentemente, gastará menos recursos renováveis do planeta. Não é lindo como uma atitude tão “boba” pode ajudar o meio ambiente?

     7. Cozinhe muito uma vez ao invés de pouco várias vezes

Como ser mais Sustentável na Cozinha

Imagem daqui

É muito melhor você cozinhar um quilo de feijão logo de uma vez do que 200 g em cinco dias separados. Esta dica vale não só para o feijão, mas para arroz integral, grãos, carnes e até mesmo massas. Cozinhe grandes quantidades, separe em tupperwares e só re-esquente durante a semana. Isto não só ajudará o meio ambiente e o bolso como também poupará um tempo enorme.

     8. Não desperdice

Como ser mais Sustentável na Cozinha

Compre apenas o que você tem certeza que irá utilizar. Não compre comida que você não sabe se irá conseguir utilizar antes de estragar e sempre, sempre, sempre abra a geladeira para ver o que está ~sobrando~ para cozinhar com isso, a famosa comida japonesa caseira: “soborô”; ou ainda a comida phyna francesa “restondontê”. Comidas excelentes saem dos pedacinhos que estão guardados na geladeira e que irão para o lixo em breve. Cada alimento jogado fora é uma enxurrada de recursos que vão para o lixo também, como energia e água. Pense limpo e cozinhe limpo.

     9. Dê adeus aos sacos de supermercado

Como ser mais Sustentável na Cozinha

Imagem daqui

Quando for ao supermercado, leve suas sacolas retornáveis, principalmente se você for daquelas pessoas que joga o saco plástico fora assim que chega em casa. Ainda que as sacolas de plástico sejam recicláveis, a própria reciclagem gasta recursos do planeta. Outra questão importante: comprou UM ABACATE? Não precisa colocar naqueles saquinhos de plástico transparentes. Sempre que puder, evite aqueles saquinhos também, use-os somente quando forem realmente necessários. Ah, e caso vá usar sacolas de plástico, nada de colocar dois produtos em um, dois produtos em outro e por aí vai. Encha UM SACO (não é pra fazer saco duplo) e depois deste cheio, encha o outro. Já que vai usar, use direito.

E último porém não menos importante…

     10.  Reduza o consumo de proteínas de origem animal

Como ser mais Sustentável na Cozinha

Imagem daqui

Deixei este por último por que sei que ele é ~polêmico~. Eu não estou falando para você virar vegan, hippie, vegetariano ou qualquer coisa do tipo. Estou falando para reduzir o consumo de carne. Apenas REDUZIR. Ao invés de comer carne todos os dias na semana, tire dois dias para comer uma refeição sem proteína. O motivo principal é que a pecuária é um dos maiores contribuidores para os mais graves problemas ambientais. A FAO estima que 14.5% dos gases de efeito estufa são emitidos pela pecuária, enquanto outras organizações estimam que este valor pode chegar a 51%. A pecuária também é responsável pela maior parte da degradação do território mundial, poluição da água e perda de biodiversidade por desmatamento. Segundo a revista National Geographic, apenas 55% das calorias provenientes das colheitas obtidas no mundo alimentam diretamente os seres humanos. 36% da produção da agricultura é direcionada para a pecuária e o restante para biocombustíveis e produtos industriais. Ou seja, NÃO EXISTE COMO SER MAIS SUSTENTÁVEL SEM REDUZIR PADRÃO DE CONSUMO. Reduzir, apenas reduzir o consumo, não lhe parece uma boa ideia?

 

Estas são dicas de como eu faço para ser mais sustentável na cozinha, mas adoraria conhecer muitas outras. Somos todos responsáveis pelo nosso planeta e temos que fazer a nossa parte, ao invés de esperarmos que o governo, os políticos, a ONU, ONGs ou qualquer outra pessoa tome atitudes por nós. Se o mundo é a nossa casa, como você cuida dela reflete como você é. E eu sou pobre mas sou limpinha!!!

Sobre Segunda Sem Carne, Dieta Paleo/Protéica e Uma Receita de Salada Quente Vegana

Já há muito tempo que ensaio escrever este post.

Provavelmente haverá pessoas que não vão gostar de ler o que vou escrever hoje. Sem querer-querendo, farei algumas críticas um tanto severas. Já peço desculpas de antemão a quem quer que se sinta ofendido com qualquer coisa aqui escrita, pois o meu objetivo não é o de apontar o dedo a ninguém mas sim de levantar questões para reflexão.

Resolvi escrever este post pois foi graças a textos como este em outros blogs que passei a ter mais consciência da realidade em que atualmente vivemos. Por esta razão, este é o post mais importante que já escrevi no Hat and Apron. Quem acompanha o blog há mais tempo deve ter percebido que as receitas por aqui tem sido, em sua maior parte, vegetarianas ou veganas. Para não restar dúvidas, eu não virei vegetariana, nem vegana. Mas passei a fazer algumas escolhas que se refletem no meu cardápio e, consequentemente, no meu estilo de vida.

Acontece que as receitas do H&A são, basicamente, as comidas que faço para mim e para o meu marido – comidas do nosso dia-a-dia. Não faço comida para tirar fotos e depois jogar fora. Tenho profunda paixão e respeito pela culinária e pelos ingredientes e seria incapaz de postar algo que eu mesma não fosse comer. Aqui, a gente faz, a gente come.

Há mais ou menos um ano eu aboli praticamente todo o leite do meu cardápio (com exceção das receitas que reproduzo de livros e pedem o ingrediente) e passei a tomar somente o leite vegetal, principalmente o de amêndoas – que, na minha humilde opinião, é bem mais gostoso. Apesar de todos os contras do leite de vaca para a saúde (que você pode conferir com muitos pormenores e estudos científicos aqui) a minha maior motivação para parar de tomar o leite foi por causa dos maus tratos aos animais. Após assistir ao documentário “Os Órfãos do Leite” (que você pode assistir aqui – mas já aviso que contém cenas muito fortes) passei a ser incapaz de ingerir leite sem lembrar das cenas do filme.

Sim, os queijos ainda fazem parte do meu cardápio, apesar de ter reduzido consideravelmente seu consumo e procurar produtos orgânicos/biológicos. Muitos podem achar que este é um texto hipócrita, pois passei a não beber mais o leite mas continuo a consumir o queijo. Bem, contra fatos não existem argumentos, mas em minha defesa, meu consumo caiu drasticamente.

Foi então que me deparei com o Meat Free Mondays ou Segunda Sem Carne, um projeto idealizado por ninguém menos que Paul McCartney e sua família, que já tem mais de cinco anos. Através do movimento, que conta com apoio de diversos chefs e artistas ao redor do mundo, descobri que a pecuária é um dos maiores contribuidores para os mais graves problemas ambientais, de acordo com a FAO (Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas – link em inglês).

Isto é muito, muito sério. A FAO estima (link em inglês) que 14.5% dos gases de efeito estufa são emitidos pela pecuária, enquanto outras organizações estimam que pode este valor pode chegar a 51%. A pecuária também é responsável pela maior parte da degradação do território mundial, poluição da água e perda de biodiversidade por desmatamento. Segundo a revista National Geographic, apenas 55% das calorias provenientes das colheitas obtidas no mundo alimentam diretamente os seres humanos. 36% da produção da agricultura é direcionada para a pecuária e o restante para biocombustíveis e produtos industriais – você pode conferir a matéria ‘Como alimentar 9 bilhões’ aqui. (fonte vol. 14, num 158, maio/14, pág. 19) Estima-se que seremos 9,6 bilhões de pessoas em 2050.

Fato é que o nosso planeta não tem como suportar tamanha exploração e consumo. É urgente que revejamos nossos hábitos alimentares, a fim de evitar um colapso mundial. É muito urgente que tomemos consciência sobre o consumo excessivo e prioritário de proteínas ou o planeta corre sérios riscos de não suportar a demanda cada vez maior, gerada pela elevação dos padrões de consumo no mundo. Temos que pensar nas futuras gerações ou elas serão privadas de viver em um planeta com recursos naturais disponíveis.

Fora os pontos citados acima, o tratamento dado aos animais para produção de laticínios e carne está longe de ser minimamente adequado e sem sofrimentos.

“Mais de 9.3 milhões de vacas foram usadas para produção de leite nos Estados Unidos em 2008, e mais de 2.5 milhões de vacas leiteiras foram mortas pela carne. Vacas usadas pela indústria do laticínio são intensivamente confinadas, continuamente engravidadas e criadas para alta produção de leite com pouca preocupação com seu bem-estar. Longe de serem “vacas felizes”, a indústria faz delas típicos brinquedos, fazendo-as suportar imenso sofrimento em fazendas industriais.” (tradução livre minha, trecho tirado deste link aqui)

Sobre as “vacas felizes”, segue este link em português

Estamos dando muita ênfase às vacas e à pecuária, mas não podemos nos esquecer que as galinhas são confinadas em espaços minúsculos durante sua curta vida, fadadas a botar ovos sistematicamente, para sustentar nosso alto consumo atual.

Comecei a participar do Segunda Sem Carne despretensiosamente – tal como o projeto é. A ideia era passar somente o que é pedido: um dia na semana sem carne. E isto eu poderia fazer sem qualquer dor ou sofrimento. Surpreendentemente, foi tão indolor e me adaptei tão bem a passar um dia sem carne que pensei: “E por que não dois dias?” E de dois dias, passei a quatro e, atualmente, tenho evitado produtos de origem animal. E a ideia tão distante do mundo vegetariano passou a não ser tão extraterrestre assim. Eu, uma louca por carne (minha comida preferida é churrasco, vejam bem), estava agora restringindo meu consumo a um dia na semana – e melhor, sem sentir falta.

Como disse, não sou vegana nem vegetariana. Atualmente, minha política é a de comer produtos de origem animal somente quando sinto muita vontade (por exemplo, em restaurantes japoneses) ou quando vou fazer uma receita que requer produtos desse tipo. Vale ainda lembrar que meu marido não tem adotado tantos dias sem carne quanto eu e não o obriguei a me acompanhar nessa jornada. Cada um toma as decisões que acha melhor.

Mas agora você deve estar pensando: “nossa, tirando quase toda a carne do prato a conta com ~artigos de luxo~ do supermercado deve ter ficado enorme!”. Eu também pensava assim, mas aconteceu justamente o contrário. A gente acha que não, mas carne é (bem) cara. Até mesmo o frango comprado inteiro, considerado barato, custa 2€ o quilo. Normalmente um frango inteiro custa 2,5€. Poucos produtos vegetais custam esse valor ao quilo (ao menos em Lisboa). Nas minhas contas, a diminuição do gasto em supermercado foi de cerca de 20%, isso comprando produtos normalmente mais caros, como quinoa, grãos e sementes.

A outra pergunta que deve estar pairando no ar é: “Se eu parar de tomar leite e comer carne, como vou ingerir cálcio e proteínas??” A natureza é muito sábia, caros amigues. Existem inúmeras fontes de cálcio e proteínas de origem vegetal que a nossa vã filosofia desconhece. Mas sobre esse assunto, ninguém melhor do que os especialistas e experts para falar: Sobre proteínas e dieta vegetariana aqui, cálcio e dieta vegetariana aqui, 25 fontes de proteínas vegetais aqui, 10 fontes de proteínas que substituem a carne aqui, as melhores fontes de proteínas vegetais para ganhar massa muscular aqui, sobre proteína vegetal aqui, sobre nutricionistas e a resistência ao vegetarianismo aqui e sobre suficiência protéica em veganos aqui.

Agora, vem o ponto que eu, infelizmente, terei de tocar, e inevitavelmente será uma crítica ão tão disseminado “frango com batata doce”. Muitas pessoas tem adotado dietas como a paleo e a dieta da proteína, que priorizam o consumo de proteínas, principalmente de origem animal. O que cada um faz com seu corpo, eu não tenho nada a dizer. A minha concepção é a de que uma dieta, para ser saudável, deve conter todos os alimentos e que o alto consumo de gorduras de origem animal não pode ser saudável, mas né? Cabe a cada um decidir o que vai ou não consumir.

Mas a questão principal desse tipo de dieta vem a ser a exorbitante quantidade de produtos de origem animal consumida. Um exemplo: a maioria das pessoas em dietas desse tipo consome três ovos por dia, fazendo uma média por baixo (já vi relatos de pessoas que comem 10). Três ovos por dia equivale a uma média de 91.25 ovos por mês, MIL E NOVENTA E CINCO OVOS POR ANO. Para indivíduos que fazem musculação e consomem carne, a quantidade ingerida de proteína fica entre 96g e 144 g por dia, o que dá uma média anual entre 36,5 kg e 52,56 kg por pessoa, por ano. Essa quantidade para apenas uma pessoa.

Se todo mundo resolver adotar a dieta da proteína, como vai ser? Como vamos sustentar milhares de pessoas ingerindo essa quantidade exorbitante de ovos, carnes e produtos de origem animal? Até que ponto a busca pelo corpo perfeito vale o sacrifício do meio ambiente? Temos que parar de pensar somente em nós mesmos, no nosso bem-estar e fingir que está tudo bem. É muito fácil fingir que não há todo um planeta que depende diretamente das suas escolhas.

Quer consumir quantidades enormes de produtos de origem animal? Ok. Mas faça sabendo das possíveis consequências. Na atual conjuntura mundial, as pessoas precisam e DEVEM saber os impactos que suas escolhas tem no mundo agora e nas futuras gerações – incluindo nossos filhos. Consumir conscientemente, para, quem sabe, consumir consciente. Nós não podemos consumir como se a produção e os recursos naturais fossem infinitos, pois não são. É inadmissível que, com o acesso à informação que temos hoje, alguém diga “eu não sabia”.

E fica aqui o convite para que ao menos um dia na semana, você que teve paciência para ler todo este texto, passe um dia sem comer carne. O planeta e os animais agradecem.

Neste post aqui você pode ver mais motivos para reduzir o consumo de produtos de origem animal pela metade. Neste post aqui (em inglês) você pode ter informações sobre o documentário Cowspiracy, que mostra como a pecuária está destruindo o planeta.

Sobre Segunda Sem Carne, Dieta Paleo/Protéica e Uma Receita de Salada Quente Vegana

Salada Quente de Cebola Caramelizada, Grão de Bico e Espinafres

Ingredientes (para uma pessoa)

  • 1 col sopa de óleo de coco ou azeite de oliva
  • 1 cebola média fatiada em “meia-lua” ou ½ cebola grande
  • 1 dente de alho fatiado
  • ½ col chá de cúrcuma ou açafrão da terra
  • 1 ½ xic de espinafres picados
  • 1 xic de grão de bico cozido
  • 1 tomate picado
  • ervas picadas (usei salsinha e cebolinha)
  • sal e pimenta preta a gosto
  • 2 col sopa de azeite extra-virgem para finalizar

PRE-PARA

  1. Refogue a cebola e alho em óleo até que estejam bem douradas. Acrescente o grão de bico e refogue mais.
  2. Acrescente os espinafres e tempere a gosto, com sal, cúrcuma e pimenta preta. Assim que murcharem, desligue o fogo e acrescente o tomate.
  3. Coloque no prato e finalize com as ervas picadas e o azeite.
  4. Não faça como eu e vá tirar fotos, coma ainda quentinho. :)

Sobre Segunda Sem Carne, Dieta Paleo/Protéica e Uma Receita de Salada Quente Vegana