Tofu em Molho de Coco

Tofu com Molho de Coco

Foto ordinária de celular. É a vida AND a fome.

Hola, muchachos!

Fazia tempo que eu não postava uma receitinha para esta segunda sem carne, neam? E não bastava ser uma receita sem carne, ainda é uma receita vegan e delícia!

Afinal, o que meu deus que leva leite de coco e fica ruim? Até dobradinha com leite de coco deve ser uma delícia!

#TimeLeiteDeCoco #TodasPiraNoLeiteDeCoco #LeiteDeCocoILoveYou

Essa receita eu vi originalmente em um dos meus mais novos livros preferidos, de cozinha indiana, que eu comprei na última feira do livro. Eu sou fascinada pela cozinha indiana e este livro tem muitas receitas que antes eu tinha que ficar caçando pela internet. Me aguentem com muita comida indiana por aqui!!!

Originalmente a receita foi feita com um peixe chamado tamboril ao invés de tofu, então, se você quiser usar um peixe branco ou até mesmo camarão, se joga que dá super! Eu já testei com pescada e ficou delícia. Mas a de hoje é a versão pra minha, pra sua, pra nossa, segunda sem carne de toda semana!

Quer comida indiana em meia hora? Então separa o curry e o filme de Bollywood e vem comeeeegooo!

Tofu com Molho de Coco

Ingredientes

  • 1 col sopa de óleo de coco (ou manteiga ghee ou manteiga normal)
  • 1 cebola grande cortada em cubos
  • 1 col chá de sementes de cominho moídas na hora (usei um pilão pra isso)
  • 1 col chá de alho amassado com sal (fazer uma pasta de alho)
  • ½ col chá de sementes de coentro moídas na hora (também usei pilão)
  • ½ col chá de cúrcuma (açafrão da terra) em pó
  • 2 cravos em pó (esmaguei no pilão)
  • 2 cardamomos esmagados (no pilão)
  • 1 col chá de curry  em pó
  • 400 lata de leite de coco
  • 500 g de tofu cortado em cubos de tamanho médio

Pre-para!

  1.  Em uma panela, aqueça o óleo e refogue a cebola em fogo médio, mexendo sempre. Quando dourar, acrescente o alho e frite mais 1 minuto.
  2. Adicione as especiarias e frite por 1 a 2 minutos, mexendo constantemente, até que os sabores das especiarias se soltem.
  3. Adicione o leite de coco e deixe ferver. Abaixe o fogo e deixe apurar por 12 a 15 minutos.
  4. Adicione o tofu (ou o peixe) cuidadosamente na panela, deixe cozinhar por mais 10 minutos e está pronto. Caso a água do leite de coco tenha evaporado muito rápido no meio do cozimento, acrescente um pouco água, apenas o suficiente para não deixar o fundo queimar.
  5. Pra acompanhar, um arroz basmati e umas folhas de coentro combinam super bem!

Tofu com Molho de Coco

Tofu com Molho de Coco

Patê Vegano de Castanha-de-Caju com Castanha-do-Pará

Patê Vegano de Castanha-de-Caju com Castanha-do-Pará

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Como.vocês.estão?

Fazia tempos que eu não postava uma receitinha vegana por aqui, neam? A #SegundaSemCarne andava mais pra lá do que pra cá, mas hoje ela está de volta!

Essa receita é um patê que adoro e sempre aparece por aqui, principalmente no pequeno-almoço, mas tenho que confessar que eu não inventei a roda. A receita original é essa aqui da Sandra Guimarães, do Papa Capim, um site delicioso recheado de comidinhas veganas e boas histórias. Se não conhece, vale a pena conferir!

Como sempre, eu fiz muitas adaptações da receita original. Na verdade, eu peguei o princípio da receita, adaptei e diminui as quantidades (a receita original faz uma quantidade enorme e como seria para uma só pessoa seria muito patê e iria estragar) dei uma simplificada e transformei nessa aqui que vos apresento hoje. Trabalho? Quase nenhum. Sucesso? Garantido!!

Ingredientes

  • 1 xic de castanhas-de-caju não torradas e sem sal
  • 10 unid de castanha-do-Pará (já substituí por amêndoas e deu certo)
  • 2 col chá de pasta de missô
  • água a gosto
  • suco de 1 limão pequeno (ou a gosto do freguês)
  • sal a gosto

PRE-PARA

  1. Deixe as castanhas de molho por pelo menos 12 horas em água suficiente para cobrir.
  2. Descarte a água do molho e leve as castanhas ao liquidificador juntamente com o missô até que vire uma mistura homogênea. Acrescente colheradas de água aos poucos para fazer o patê, mas vá com calma para não acrescentar demais.
  3. Quando estiver tudo bem batido (você provavelmente vai precisar parar o liquidificador para mexer com a colher durante o processo) coloque a massa em recipiente de vidro e leve a um local escuro (dentro do forno ou microondas, por exemplo) para fermentar por 24 horas.
  4. Após este tempo, acrescente sal e limão a gosto, misturando mais. Para misturar bem, usei liquificador de mão ou, como chamamos em Portugal, varinha-mágica.
  5. Só devorar. De acordo com a Sandra, o queijo se conserva por uma semana na geladeira.

O patê tem gosto de queijo? Para mim não, para a minha mãe sim. Depende muito do paladar. Mas ainda que não se pareça com queijo, o gosto é uma delícia. :)

Patê Vegano de Castanha-de-Caju com Castanha-do-Pará

Risoto de Pesto Genovês

Risoto de Pesto Genovês

Como é o nome mesmo da comida que une uma coisa deliciosa com outra coisa deliciosa? Ah, isso mesmo, PARAÍSO.

Por pouco meu marido não se depara com uma cena nada romântica:

Risoto de Pesto Genovês

Mas sim, sobrou pra ele. Eu sou ogra mas tento manter a compostura.

Esta receita é muito simples, sem grandes truques, ideal para aquele domingo da preguiça mas que a gente não quer comer lasanha congelada (que, na boa, não é de Deus). Ela é quase tão simples que nem vale o post, mas como eu sou sem-vergonha e como a zoeira não tem limites, vou passar.

 

Ingredientes (para 2 pedreiros ou 3 pessoas normais)

  • Pesto Genovês (quantidade duplicada)
  • 2 col sopa manteiga
  • 1 col sopa azeite
  • 1 cebola média picada em cubos pequenos
  • 1 ½ xic arroz arbóreo
  • 1 xic vinho branco
  • 1 litro caldo de vegetais
  • queijo grana padano ralado ou parmesão na hora a gosto

PRE-PARA

  1. Ferva o caldo de vegetais.
  2. Em uma frigideira grande, aqueça a manteiga e o azeite e refogue a cebola até que esteja transparente.
  3. Acrescente o arroz e refogue por 1 min. Adicione o vinho branco e espere evaporar.
  4. Agora vá acrescentando 2 conchas de caldo por vez, sempre esperando que o caldo seque para acrescentar mais. Repita o processo até que o arroz esteja completamente cozido.
  5. Quando a última concha de caldo estiver secando, acrescente o pesto e acerte o sal. Cuidado para não salgar demais, pois ainda será colocado queijo (parmesão ou grana padano) ralado, que é bem salgado.
  6. Sirva imediatamente.

Risoto de Pesto Genovês

Salada Caprese Vegana e Desconstruída

Salada Caprese Vegan e Desconstruída

Hola, muchachos!!!

Ando meio sumida como sempre. Já nem vale mais a pena falar que espero que melhore porque as coisas só tendem a piorar! hahahahaaha

Que bad.

Que bad.

Mas tentando voltar à programação normal, vou postar uma receita vegan para o nosso Meat Free Monday ou Segunda Sem Carne.

Fiz uma versão adaptada para não usar nenhum ingrediente de origem animal, incluindo o MUSO tofu. Muita gente fala que tofu é horrível, mas vou dizer uma coisa pra vocês: a receita que era podre. Tofu não tem gosto de nada e preparado do jeito certo fica com gosto do que você temperar. Então bora logo parar com o preconceito contra o pobre do bichinho que sempre leva a culpa das péssimas mãos cozinheiras e vamos usá-lo mais na nossa hell’s kitchen.

No mais, salada caprese é uma receita totosa e que é sempre campeã, ainda mais no calor Catariano que tem feito ultimamente. Eu já postei a versão normal uns tempos atrás (link aqui) mas hoje vai a versão descontruída, que até o Gordon ficaria orgulhoso.

Ou não. D:

Ou não. D:

Mas deixando o chefe rabugento que a gente tanto ama de lado, você me pergunta: tia Stéfanie, tem como desconstruir uma receita clássica?? Para tudo nessa vida dá-se um jeito, jovem padawan. E sim, você DEVE. :)

Ingredientes (para um)

  • 2 tomates médios ou 100 g de tomate-cereja cortados ao meio
  • 100 g tofu
  • 1 col chá de óleo de coco ou o de sua preferência
  • ½ col chá de cúrcuma (mais conhecido como açafrão-da-terra)
  • sal e pimenta do reino/preta a gosto
  • 1 col café de alho em pó
  • 12 fohas de manjericão
  • 1 dente de alho
  • 2 castanhas-do-Pará
  • 2 col sopa azeite de oliva
  • sal a gosto

PRE-PARA

  1. Em uma frigideira, aqueça o óleo de coco e coloque os tofus para grelhar. Tempere com sal, pimenta, cúrcuma e alho em pó. Deixe dourar de todos os lados. Reserve.
  2. Corte os tomates em fatias finas (ou os tomates-cereja ao meio) e disponha em um prato.
  3. Prepare o nosso semi-pesto (para uma versão vegetariana, você pode preparar o pesto normal que já ensinei aqui) misturando em mixer ou almofariz: manjericão, alho, castanhas-do-Pará, azeite e sal.
  4. Tempere a salada e seja feliz!

Mais fácil que mandar um beijinho no ombro pro recalque:

Salada Caprese Vegan e Desconstruída (3)

Salada Caprese Vegan e Desconstruída (3)

Sobre Segunda Sem Carne, Dieta Paleo/Protéica e Uma Receita de Salada Quente Vegana

Já há muito tempo que ensaio escrever este post.

Provavelmente haverá pessoas que não vão gostar de ler o que vou escrever hoje. Sem querer-querendo, farei algumas críticas um tanto severas. Já peço desculpas de antemão a quem quer que se sinta ofendido com qualquer coisa aqui escrita, pois o meu objetivo não é o de apontar o dedo a ninguém mas sim de levantar questões para reflexão.

Resolvi escrever este post pois foi graças a textos como este em outros blogs que passei a ter mais consciência da realidade em que atualmente vivemos. Por esta razão, este é o post mais importante que já escrevi no Hat and Apron. Quem acompanha o blog há mais tempo deve ter percebido que as receitas por aqui tem sido, em sua maior parte, vegetarianas ou veganas. Para não restar dúvidas, eu não virei vegetariana, nem vegana. Mas passei a fazer algumas escolhas que se refletem no meu cardápio e, consequentemente, no meu estilo de vida.

Acontece que as receitas do H&A são, basicamente, as comidas que faço para mim e para o meu marido – comidas do nosso dia-a-dia. Não faço comida para tirar fotos e depois jogar fora. Tenho profunda paixão e respeito pela culinária e pelos ingredientes e seria incapaz de postar algo que eu mesma não fosse comer. Aqui, a gente faz, a gente come.

Há mais ou menos um ano eu aboli praticamente todo o leite do meu cardápio (com exceção das receitas que reproduzo de livros e pedem o ingrediente) e passei a tomar somente o leite vegetal, principalmente o de amêndoas – que, na minha humilde opinião, é bem mais gostoso. Apesar de todos os contras do leite de vaca para a saúde (que você pode conferir com muitos pormenores e estudos científicos aqui) a minha maior motivação para parar de tomar o leite foi por causa dos maus tratos aos animais. Após assistir ao documentário “Os Órfãos do Leite” (que você pode assistir aqui – mas já aviso que contém cenas muito fortes) passei a ser incapaz de ingerir leite sem lembrar das cenas do filme.

Sim, os queijos ainda fazem parte do meu cardápio, apesar de ter reduzido consideravelmente seu consumo e procurar produtos orgânicos/biológicos. Muitos podem achar que este é um texto hipócrita, pois passei a não beber mais o leite mas continuo a consumir o queijo. Bem, contra fatos não existem argumentos, mas em minha defesa, meu consumo caiu drasticamente.

Foi então que me deparei com o Meat Free Mondays ou Segunda Sem Carne, um projeto idealizado por ninguém menos que Paul McCartney e sua família, que já tem mais de cinco anos. Através do movimento, que conta com apoio de diversos chefs e artistas ao redor do mundo, descobri que a pecuária é um dos maiores contribuidores para os mais graves problemas ambientais, de acordo com a FAO (Organização de Alimentação e Agricultura das Nações Unidas – link em inglês).

Isto é muito, muito sério. A FAO estima (link em inglês) que 14.5% dos gases de efeito estufa são emitidos pela pecuária, enquanto outras organizações estimam que pode este valor pode chegar a 51%. A pecuária também é responsável pela maior parte da degradação do território mundial, poluição da água e perda de biodiversidade por desmatamento. Segundo a revista National Geographic, apenas 55% das calorias provenientes das colheitas obtidas no mundo alimentam diretamente os seres humanos. 36% da produção da agricultura é direcionada para a pecuária e o restante para biocombustíveis e produtos industriais – você pode conferir a matéria ‘Como alimentar 9 bilhões’ aqui. (fonte vol. 14, num 158, maio/14, pág. 19) Estima-se que seremos 9,6 bilhões de pessoas em 2050.

Fato é que o nosso planeta não tem como suportar tamanha exploração e consumo. É urgente que revejamos nossos hábitos alimentares, a fim de evitar um colapso mundial. É muito urgente que tomemos consciência sobre o consumo excessivo e prioritário de proteínas ou o planeta corre sérios riscos de não suportar a demanda cada vez maior, gerada pela elevação dos padrões de consumo no mundo. Temos que pensar nas futuras gerações ou elas serão privadas de viver em um planeta com recursos naturais disponíveis.

Fora os pontos citados acima, o tratamento dado aos animais para produção de laticínios e carne está longe de ser minimamente adequado e sem sofrimentos.

“Mais de 9.3 milhões de vacas foram usadas para produção de leite nos Estados Unidos em 2008, e mais de 2.5 milhões de vacas leiteiras foram mortas pela carne. Vacas usadas pela indústria do laticínio são intensivamente confinadas, continuamente engravidadas e criadas para alta produção de leite com pouca preocupação com seu bem-estar. Longe de serem “vacas felizes”, a indústria faz delas típicos brinquedos, fazendo-as suportar imenso sofrimento em fazendas industriais.” (tradução livre minha, trecho tirado deste link aqui)

Sobre as “vacas felizes”, segue este link em português

Estamos dando muita ênfase às vacas e à pecuária, mas não podemos nos esquecer que as galinhas são confinadas em espaços minúsculos durante sua curta vida, fadadas a botar ovos sistematicamente, para sustentar nosso alto consumo atual.

Comecei a participar do Segunda Sem Carne despretensiosamente – tal como o projeto é. A ideia era passar somente o que é pedido: um dia na semana sem carne. E isto eu poderia fazer sem qualquer dor ou sofrimento. Surpreendentemente, foi tão indolor e me adaptei tão bem a passar um dia sem carne que pensei: “E por que não dois dias?” E de dois dias, passei a quatro e, atualmente, tenho evitado produtos de origem animal. E a ideia tão distante do mundo vegetariano passou a não ser tão extraterrestre assim. Eu, uma louca por carne (minha comida preferida é churrasco, vejam bem), estava agora restringindo meu consumo a um dia na semana – e melhor, sem sentir falta.

Como disse, não sou vegana nem vegetariana. Atualmente, minha política é a de comer produtos de origem animal somente quando sinto muita vontade (por exemplo, em restaurantes japoneses) ou quando vou fazer uma receita que requer produtos desse tipo. Vale ainda lembrar que meu marido não tem adotado tantos dias sem carne quanto eu e não o obriguei a me acompanhar nessa jornada. Cada um toma as decisões que acha melhor.

Mas agora você deve estar pensando: “nossa, tirando quase toda a carne do prato a conta com ~artigos de luxo~ do supermercado deve ter ficado enorme!”. Eu também pensava assim, mas aconteceu justamente o contrário. A gente acha que não, mas carne é (bem) cara. Até mesmo o frango comprado inteiro, considerado barato, custa 2€ o quilo. Normalmente um frango inteiro custa 2,5€. Poucos produtos vegetais custam esse valor ao quilo (ao menos em Lisboa). Nas minhas contas, a diminuição do gasto em supermercado foi de cerca de 20%, isso comprando produtos normalmente mais caros, como quinoa, grãos e sementes.

A outra pergunta que deve estar pairando no ar é: “Se eu parar de tomar leite e comer carne, como vou ingerir cálcio e proteínas??” A natureza é muito sábia, caros amigues. Existem inúmeras fontes de cálcio e proteínas de origem vegetal que a nossa vã filosofia desconhece. Mas sobre esse assunto, ninguém melhor do que os especialistas e experts para falar: Sobre proteínas e dieta vegetariana aqui, cálcio e dieta vegetariana aqui, 25 fontes de proteínas vegetais aqui, 10 fontes de proteínas que substituem a carne aqui, as melhores fontes de proteínas vegetais para ganhar massa muscular aqui, sobre proteína vegetal aqui, sobre nutricionistas e a resistência ao vegetarianismo aqui e sobre suficiência protéica em veganos aqui.

Agora, vem o ponto que eu, infelizmente, terei de tocar, e inevitavelmente será uma crítica ão tão disseminado “frango com batata doce”. Muitas pessoas tem adotado dietas como a paleo e a dieta da proteína, que priorizam o consumo de proteínas, principalmente de origem animal. O que cada um faz com seu corpo, eu não tenho nada a dizer. A minha concepção é a de que uma dieta, para ser saudável, deve conter todos os alimentos e que o alto consumo de gorduras de origem animal não pode ser saudável, mas né? Cabe a cada um decidir o que vai ou não consumir.

Mas a questão principal desse tipo de dieta vem a ser a exorbitante quantidade de produtos de origem animal consumida. Um exemplo: a maioria das pessoas em dietas desse tipo consome três ovos por dia, fazendo uma média por baixo (já vi relatos de pessoas que comem 10). Três ovos por dia equivale a uma média de 91.25 ovos por mês, MIL E NOVENTA E CINCO OVOS POR ANO. Para indivíduos que fazem musculação e consomem carne, a quantidade ingerida de proteína fica entre 96g e 144 g por dia, o que dá uma média anual entre 36,5 kg e 52,56 kg por pessoa, por ano. Essa quantidade para apenas uma pessoa.

Se todo mundo resolver adotar a dieta da proteína, como vai ser? Como vamos sustentar milhares de pessoas ingerindo essa quantidade exorbitante de ovos, carnes e produtos de origem animal? Até que ponto a busca pelo corpo perfeito vale o sacrifício do meio ambiente? Temos que parar de pensar somente em nós mesmos, no nosso bem-estar e fingir que está tudo bem. É muito fácil fingir que não há todo um planeta que depende diretamente das suas escolhas.

Quer consumir quantidades enormes de produtos de origem animal? Ok. Mas faça sabendo das possíveis consequências. Na atual conjuntura mundial, as pessoas precisam e DEVEM saber os impactos que suas escolhas tem no mundo agora e nas futuras gerações – incluindo nossos filhos. Consumir conscientemente, para, quem sabe, consumir consciente. Nós não podemos consumir como se a produção e os recursos naturais fossem infinitos, pois não são. É inadmissível que, com o acesso à informação que temos hoje, alguém diga “eu não sabia”.

E fica aqui o convite para que ao menos um dia na semana, você que teve paciência para ler todo este texto, passe um dia sem comer carne. O planeta e os animais agradecem.

Neste post aqui você pode ver mais motivos para reduzir o consumo de produtos de origem animal pela metade. Neste post aqui (em inglês) você pode ter informações sobre o documentário Cowspiracy, que mostra como a pecuária está destruindo o planeta.

Sobre Segunda Sem Carne, Dieta Paleo/Protéica e Uma Receita de Salada Quente Vegana

Salada Quente de Cebola Caramelizada, Grão de Bico e Espinafres

Ingredientes (para uma pessoa)

  • 1 col sopa de óleo de coco ou azeite de oliva
  • 1 cebola média fatiada em “meia-lua” ou ½ cebola grande
  • 1 dente de alho fatiado
  • ½ col chá de cúrcuma ou açafrão da terra
  • 1 ½ xic de espinafres picados
  • 1 xic de grão de bico cozido
  • 1 tomate picado
  • ervas picadas (usei salsinha e cebolinha)
  • sal e pimenta preta a gosto
  • 2 col sopa de azeite extra-virgem para finalizar

PRE-PARA

  1. Refogue a cebola e alho em óleo até que estejam bem douradas. Acrescente o grão de bico e refogue mais.
  2. Acrescente os espinafres e tempere a gosto, com sal, cúrcuma e pimenta preta. Assim que murcharem, desligue o fogo e acrescente o tomate.
  3. Coloque no prato e finalize com as ervas picadas e o azeite.
  4. Não faça como eu e vá tirar fotos, coma ainda quentinho. :)

Sobre Segunda Sem Carne, Dieta Paleo/Protéica e Uma Receita de Salada Quente Vegana